Dedico este, especialmente, para minha sobrinha-afilhada-filha de coração "Andrea Musso"! (Na foto junto com minhas filhotas e minha mamys)
Filhos...
Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que
ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha
que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de
férias espontâneas.. .'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha,
tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca
vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas
físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida
emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar
'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio
irá lhe assombrar.
Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se
algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso
que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao
nível primitivo da da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de
'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor roupa sem hesitar nem
por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em
sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade.
Ela pode conseguir uma escolinha,
mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no
cheiro do seu bebê.
Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair
correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão
rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao
invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema.
Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões
de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um
molestador de crianças possa estar observando no banheiro. Não importa o
quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente
como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da
gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma
sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor
quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria,
mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para
realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão
medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma
como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um
homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em
brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará
por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com
as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o
preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre
a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu
discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho
aprender a andar de bicicleta.
Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o
pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez.
Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de
estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma
prece silenciosa por
ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em
seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
Este presente abençoado que é ser Mãe.'
Tiaaa
ResponderExcluirto chorando aqui!!!!
que coisa mais linda!!!!!
vou postar no meu blog tbm =)
amo vc minha tia-madrinha-mãe de coração!!!!
sem palavras, me desmontou!!!!
bzoo
hahaha
ResponderExcluirAlzimeer!!!!!
bzoooo
*AMOO MTOO*
Oi, Silvia!
ResponderExcluirSou amiga da Déia-flor, li o post-homenagem lá no blog dela, e resolvi passar para dar parabéns pela postagem tão linda e cheia de afeto e verdade. ^^
Beijo.
ℓυηα
Olá, Sílvia, sou amigo da Déia e vim aquí pelo mesmo motivo que trouxe minha amiga Luna. Maravilhoso o texto que você postou. Adorei. Agora vou passear um pouco no seu blog e nem vou seguí-lo. Com certeza, vou perseguí-lo. Beijos com carinho. Manoel.
ResponderExcluirOi Silvia,
ResponderExcluirApesar de tudo que passou hoje vim aqui para dizer que admiro o amor que existe entre vc e a Déia.
E esse texto deixou expressar todo esse carinho.
Parabéns pelo texto escolhido. Acho que realmente é o que toda mãe deseja lá no fundo dizer para sua filha!
Um super beijo
Carol.
Olá Silvia bom dia. Venho agradecer a tua presença lá no meu cantinho.
ResponderExcluirObrigado pelas palavras gentis deixadas lá.
Volta sempre pois serás muito bem vinda.
Ontem já tinha lido este post no cantinho da Déia e amei. Hoje tornei a ler.
também eu sou mãe a "tempo inteiro".
Há 17 anos atrás quando o meu filho mais novo nasceu abdiquei da minha carreira em função dos meus filhos, ficando só o meu marido a trabalhar e hoje ao fim destes 17 anos que é e idade do Paulo não estou nada arrependida. A minha filha mais velha tem 20 e está já na faculdade no último ano. E acho que não há profissão mais bonita que é o de ser mãe. Um dom que Deus nos deu.
Ai amiga desculpa o "testamento" aqui deixado.
Beijinhos e votos de um dia cheio de bençãos.
Fica bem. Fica com Deus.
Anita (amor fraternal)
Obrigada Silvia pela visitinha no meu cantinho!!!!
ResponderExcluirAMo a Deia de paixao! rs....
Amei esse texto e corri pedindo pra q minha mae acessasse meu blog pra ler...ela chorou, claro! rs
Volte la seeeeeempre, ouviu???
Bjooos
hahaha
ResponderExcluirO número 20 não vale pra vc.. vc já sacou a jogada!!! Isso é fraude!!! hahaha
Vou ter q arumar outra maneira =/
bjO
hahaha
ResponderExcluirSil, eu pedi um número para sortear o kit do meu blog. E a pessoa de número 20 é a Déia!!!
hahaha
Dai ia ficar estranho ela ser a ganhadora.
Vou sortear de outra maneira, pq uma outra menina disse o número dela tbm.. rs
Desculpe a brincadeira...
bjO